La Question
Eu não sei o que você espera
Eu procuro sempre conhecê-lo
E o teu silêncio perturba o meu silêncio
Eu não sei de onde vem a mentira
Será da sua voz que se cala?
Os mundos onde mergulho contra a minha vontade
São como um túnel que me assusta
Da tua distância até a minha
Nos perdemos frequentemente
E procurar compreendê-lo
É como correr atrás do vento
Eu não sei porque continuo
Dentro de um mar onde me afogo
Eu não sei porque continuo
Nesse ar que me asfixia.
Você é o sangue que escorre de mim
Você é o fogo que me queima
Você é minha pergunta sem resposta
Meu grito mudo e o meu silêncio...
A graça da vida
- Seu merda, seu puto!!! – gritava ela enquanto o estapeava e o empurrava para fora do sofá, para fora daquele apartamento, para fora daquele mundo são em que ele se mantinha. Empurrava-o para a histeria, para que eles pudessem gritar juntos e formar um “nós” que fugisse do clichê da água-com-açúcar, com seus timbres roucos que ressoariam pelos metros cúbicos estreitos e arranhariam-lhes a garganta.